No inicio tudo era harmonia.Eram apenas eu, minha amada Linniel e os mestres Bivsbau e Raziel. Eu era chamado de Demnai, mas após minha queda fui morar com os gregos, de onde adotei Democrates. Nós quatro cumpriamos as tarefas de Deus de forma correta e impecável e éramos sempre parabenizados por Lucifer, o anjo dos anjos. Eu como um anjo da Terra, ensinava os humanos a usar aquilo que Deus os dava e tinha a companhia de minha doce Linniel para irrigar as terras e campos dos filhos de Adão com a mais pura água vinda do paraiso. Eu mesmo os ajudei a cosntruir suas ferramentas, o arado, a roda, a foice...
E foi então que por minha culpa, por aquela ferramenta pontuda, o filho de Adão pos tudo o que era perfeito a perder. Cain matou Abel com a minha ferramenta.
Os outros anjos tentaram me consolar, dizendo que assim como o leão que devora sua presa, os homens eram animais e que por isso matavam sem pensar. Mas Lucifer sabia como eu que os homens eram muito mais que animais e que aquilo que Cain acabara de fazer era uma aberração.
Corri para a presença do senhor e chorando clamei por misericordia, mas lá encontrei Lucifer e seus comandados, eles pediam a Deus que perdoasse Adão e sua esposa e que apenas fizesse, por seu poder infinito, que Abel respirasse novamente. Mas Raziel, senhora da morte e do destino tinha sua função e não aceitaria devolver ao mundo agora alguem que pertencia a ela. Deus estava triste, ele nos expulsou de dua presença e proibiu que o assunto fosse novamente aberto. Cain se tornou um vampiro bebedor de sangue e eu mesmo fui ao lado de Rafael tentar convence-lo a se arrepender e aceitar o fogo da redenção.
No entanto Lucifer estava cada vez mais revoltado e avançou com seu exercito pelos portões da casa de Raziel. Ele exigia que Abel fosse devolvido para que a paz no céu fosse selada. Mas ela não moveu um músculo. O impensavel aconteceu e Lucifer ergueu a espada contra a senhora da morte. A guerra havia começado e quando me dei conta, ja estava envolvido. Linniel, senhora das águas tentava aplacar a vontade dos guerreiros com chuvas e trovoadas, mas Lucifer possuia a chama infinita que roubara de Miguel, nada poderia faze-lo desistir. Um a um nós caimos, agora éramos Democrates e Lilliel. Bivsbau resistiu ao lado de lucifer como um de seus generais até o fim e foi lançado ao inferno junto a ele. Raziel desolada so podia lamentar, seu amado estava perdido, assim como ela estaria assim que o criador soubesse que ela cometera o pecado original. Bivsbau amava os humanos como lucifer e era tanto amor que ao ver a perfeição daquilo que Adão e Eva fizeram, tomou sua amada nos braços e repetiu o gesto. O primeiro Nefelin havia sido gerado e era questão de tempo até a criança nascer do útero da senhora da morte.
O tempo passou e seguindo as ordens de Lucifer fomos vigiar o causador de toda a guerra, fomos ver como estava a cidade maldita de Cain e vimos que prosperava. Vimos que em sua loucura, o primeiro vampiro havia tido um filho com a mãe das prostitutas e perdição de Adão. Lillith havia conseguido parir seu ultimo monstro, que veio a se chamar Darknar, o Damphir, bastardo de cain que vagou sob nossa proteção fora das terras de nod até que Lucifer ordenou que ele reinasse. Ele entrou pelos portões de Enoque e trouxe o caos aos filhos e netos de cain, assim como o filho de adão trouxe ao paraiso.
Mas o damphir queria mais. Ele queria o trono de sua mãe e Lucifer não podia negar. Ele deu ao ser maldito a chance de ser um nobre em sua mesa, contanto que um dos seus fosse destruido. Se ele conseguisse tal façanha seria digno de se sentar a mesa negra. Foi um dos poucos erros que vi Lucifer cometer depois do derradeiro. Darknar se aliou aos netos de seu pai e com a força deles preparou uma armadilha para Raziel. Com segredos profanos que até hoje não se sabe, Darknar sugou para si todo o poder da bela senhora dos mortos e com isso exigiu seu lugar a mesa, ao lado de Lucifer, onde sua mãe trapaceira deveria sentar.
Bivsbau era puro ódio e dor. Nem a queda causara tanto sofrimento. Ele avançou contra Enoque e a pos abaixo, forçando os netos de Cain a se esconderem nos buracos da terra até tudo terminar.
Eu prometi a Bivsbau que ficaria ao lado dele e o ajudaria a destruir o usurpador que tanto odiavamos e trazer sua amada de volta. Forjei para ele uma armadura e uma espada e posteriormente as transformei em um relicario.Bivsbau agora atendia pelo nome de Balbuzzata, o devorador de pecados e jurou que so beberia sangue dos filhos de Cain até que pudesse beber do proprio e leva-lo consigo para o inferno onde finalmente teria seu julgamento.
Lilliel seguiu fiel ao nosso lado por milenios, mas para minha tristeza nos traiu em nome de Aramel, a impura.
Mais uma vez é hora de trazer o General Bivsbau para derramar a vitae infame da prole pestilenta de Cain e acorda-lo do tumulo, para expurgar sua existencia maligna para todo o sempre. Mais uma vez os exercitos caidos de Balbuzatta marcharão pela terra e eu estarei a seu lado, como sempre estive.
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
Devorador de Pecados (Parte V)
Devorador de Pecados (Parte I)
Meu nome é Kallimure. Não que eu imagine que haja algum interesse sobre isso, e também não me importo. Durante minha vida fui uma criatura preparada para o sacrificio. Nasci na Mongólia do século XII sob o dominio do grande Genghis Khan e até meu nascimento foi planejado.
Cresci entre os monges budistas como uma dádiva, uma criança sagrada mandada por buda para espantar os demonios vindos para nosso reino seguindo o rastro de sangue e morte que o imperador deixou em sua conquista. Fui ensinada desde criança a detectar, reconhecer e me comunicar com demonios. Mas ainda não haviam me ensinado a lutar contra eles.
Quando fiz 18 anos, fui levada para uma caverna fria e distante por um dos monges e deixada ali. Minha missão era jejuar por 100 dias, meditar e libertar meu espirito de meu corpo para que o proprio Buda pudesse habita-lo. Segundo o Monge, o espirito de Buda estava em uma urna de ouro, guardada por séculos e deixada a meu lado.
Para que eu não sucumbisse a tentação, fui acorrentada as paredes da caverna e vendada para que minha meditação fosse mais profunda.
No entanto, após este ato, começei a estranhar certas praticas. Ouvi os gritos de agonia dos monges que nos seguiram, mas o monge que me trouxera dizia apenas que eles estavam se auto-flagelando para purificar a caverna. Em seguida fui despida de minhas tunicas e percebi que o monge desenhava em meu corpo, sobretudo em partes que até eu mesma tinha vergonha de tocar. Aquilo tudo me aflingia, eu sentia medo, coisa que nunca sentira antes. Quando o calor ficou insuportavel e eu senti o cheiro de enxofre tudo fez sentido. Eu fui enganada, fui treinada desde os tempos de criança não para salvar o mundo de demônios mas sim para ser um receptaculo para um deles. Fui violentada, torturada e humilhada por horas, tudo para que meu espírito se quebrasse e eu fosse expulsa de meu corpo da forma mais repugnante e cruel possivel, assim a energia seria perfeita para a vinda dele. Balbuzzata, era so o que eu ouvia da boca profana daquele monge falso, ele entoava um mantra maligno e quando eu já perdia as esperanças tudo se calou. Ouvi apenas um grito abafado, seguido do som de esguixar de sangue, lento e agonizante, o monge havia morrido e sua alma consumida pelos espiritos do Yomi. A figura bela e inspiradora de Samiel surgiu diante de meus olhos quando o meso retirou a venda, me libertou dos grilhoes e limpou minhas feridas. Era um espirito de luz, mas uma luz vermelha, que vinha de sua testa, ele possuia o tão lendário terceiro olho, o da alma, que só os mais sábios conseguem abrir. Ele se apresentou, me vestiu com tunicas perfumadas e me levou para longe. No caminho ele me explicou que era vitima de uma maldição, que só sobreviveria se bebesse um pouco de meu sangue e que ficaria honrado se eu permitisse. Apaixonada e intoxicada pelo homem mais belo que ja havia visto eu apenas meneei um sim timido, ele mordeu meu pescoço. Foi o primeiro e unico orgasmo de minha vida. A Partir daqule dia eu estava morta, mas andava feliz como uma viva,ao lado dele.
Cresci entre os monges budistas como uma dádiva, uma criança sagrada mandada por buda para espantar os demonios vindos para nosso reino seguindo o rastro de sangue e morte que o imperador deixou em sua conquista. Fui ensinada desde criança a detectar, reconhecer e me comunicar com demonios. Mas ainda não haviam me ensinado a lutar contra eles.
Quando fiz 18 anos, fui levada para uma caverna fria e distante por um dos monges e deixada ali. Minha missão era jejuar por 100 dias, meditar e libertar meu espirito de meu corpo para que o proprio Buda pudesse habita-lo. Segundo o Monge, o espirito de Buda estava em uma urna de ouro, guardada por séculos e deixada a meu lado.
Para que eu não sucumbisse a tentação, fui acorrentada as paredes da caverna e vendada para que minha meditação fosse mais profunda.
No entanto, após este ato, começei a estranhar certas praticas. Ouvi os gritos de agonia dos monges que nos seguiram, mas o monge que me trouxera dizia apenas que eles estavam se auto-flagelando para purificar a caverna. Em seguida fui despida de minhas tunicas e percebi que o monge desenhava em meu corpo, sobretudo em partes que até eu mesma tinha vergonha de tocar. Aquilo tudo me aflingia, eu sentia medo, coisa que nunca sentira antes. Quando o calor ficou insuportavel e eu senti o cheiro de enxofre tudo fez sentido. Eu fui enganada, fui treinada desde os tempos de criança não para salvar o mundo de demônios mas sim para ser um receptaculo para um deles. Fui violentada, torturada e humilhada por horas, tudo para que meu espírito se quebrasse e eu fosse expulsa de meu corpo da forma mais repugnante e cruel possivel, assim a energia seria perfeita para a vinda dele. Balbuzzata, era so o que eu ouvia da boca profana daquele monge falso, ele entoava um mantra maligno e quando eu já perdia as esperanças tudo se calou. Ouvi apenas um grito abafado, seguido do som de esguixar de sangue, lento e agonizante, o monge havia morrido e sua alma consumida pelos espiritos do Yomi. A figura bela e inspiradora de Samiel surgiu diante de meus olhos quando o meso retirou a venda, me libertou dos grilhoes e limpou minhas feridas. Era um espirito de luz, mas uma luz vermelha, que vinha de sua testa, ele possuia o tão lendário terceiro olho, o da alma, que só os mais sábios conseguem abrir. Ele se apresentou, me vestiu com tunicas perfumadas e me levou para longe. No caminho ele me explicou que era vitima de uma maldição, que só sobreviveria se bebesse um pouco de meu sangue e que ficaria honrado se eu permitisse. Apaixonada e intoxicada pelo homem mais belo que ja havia visto eu apenas meneei um sim timido, ele mordeu meu pescoço. Foi o primeiro e unico orgasmo de minha vida. A Partir daqule dia eu estava morta, mas andava feliz como uma viva,ao lado dele.
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